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A mão de suporte que falta

No autismo tudo pode mudar de um dia para o outro, e as mães vivem em carrosséis de emoções

A minha realidade ninguém vê!

Eu sou forte! Sinto que ser mãe em si é uma caixinha de surpresas, mas ser mãe de um filho atípico é algo que supera. É muito mais que receber um laudo, é você se acostumar com a nova realidade de tudo, rotinas, sonhos, expectativas, tudo muda.

Como muitas também não tenho apoio da família. E, como muitas, também me sinto sozinha quando preciso ter alguém que entenda o que realmente estou passando.

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Às vezes tenho a esperança de alguém vir e falar ” ei, faça isso ou aquilo que vai resolver”, mas sei que cada autista é diferente, que cada um tem sua particularidade.

É, pois é, como se não bastasse tudo isso, tem uma parte que ninguém vê.

Eu adoraria que as novidades parassem no laudo, mas elas continuam. Lembram que falei que ser mãe atípica é ter surpresas constantemente? Pois é, meu pequeno Théo há 2 semanas que não nos deixa conversar em casa. Seja por telefone, seja pessoalmente, até mesmo direcionar alguma palavra para ele, tudo é motivos de irritabilidade, gritos e choros, que somem como se fosse mágica quando nos calamos.

Ele não era assim, como eu disse, foi de duas semanas pra cá e me encontro de mãos atadas. Para deixar o problema maior, ele não sabe ainda que se por a mão no ouvido melhora e não aceita o fone.

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E, hoje em especial, o medo me jogou na parede e falou coisas assustadoras: “Se isso não for uma fase, como será minha vida? Como fazer ele aceitar o fone? Como ele vai aprender a falar se ele não me olha e agora não quer me escutar? Porque com música no último volume ele não se incomoda? Será que é falta de correção? É minha culpa porque não saio muito com ele, e por isso ele não está acostumado? É coisa que estamos criando? Porque não era e agora é assim? Até onde eu terei novidades assim? Porque não tenho apoio da minha família? Como seria se eu tivesse?

Mas isso ninguém vê, ninguém sabe, eu sou forte, mas me falta voz.

Me falam que independente de qualquer coisa tenho que ser forte, mas eu que me vire pra ter a força sozinha. Não entendem que minha força vêm do acolhimento, da força da união familiar. O caminho é desafiante, mas pode ser mais suave com todos juntos.

E assim, mais um dia onde não tenho pra quem falar e, mais ainda, não tenho quem possa realmente me ajudar.

É uma luta de várias, mas me sinto sozinha. Exigem que eu saia da depressão sem ajuda e enfrente o autismo como algo natural em minha vida, mas ninguém vê o que existe por trás da cortina e todos simplesmente somem.

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Sou a Luana, tenho 22 anos sou pedagoga e quero me especializar cada vez mais.

Escrito por

1 Comentário

1 Comentário

  1. SHEILA MIRANDA QUINTEIRO

    29/06/2021 at 11:35

    Te admirooo pra sempre , continue com meu apoio

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