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Projeto Dino

Aquele mês de setembro…

Um depoimento que bate fundo e serve para todas as mamães que estão conhecendo esse universo agora.

Dia 02 de setembro de 2020 passei por um novo parto, iniciei um novo puerpério….
Dessa vez sem a chance de me preparar com pilates, leituras, rodas de palestras, filmes, vídeos e bate papos com as amigas mães.


Sem fazer pré-natal, sem imagens do ultrassom, sem conversar com a doula e acertar todos os detalhes junto a obstetra e toda equipe de como eu desejava meu parto.


Um parto natural, respeitoso, com luz baixa, que me permitiu iniciar o trabalho de parto na minha casa, no meu chuveiro. Um nascimento possível!

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Sim, para mim e para meu filho o natural foi possível. O possível foi possível. Uma criança abençoada, linda, cheia de saúde e muito carinhosa chegou na minha vida! Sentou, engatinhou, andou no tempo certo. Mamou no peito por 1 ano e assoprou com vontade a velinha de 1 aninho e a de 2 aninhos também….Que alegria!

Opa! 2 aninhos e não fala?
Ah….mas “da noite pro o dia” ele vai começar e será um tagarela!
Quantas vezes ouvi isso….
Ouvi isso de muitas mães…

Mas o “da noite pro dia”, não aconteceu.

E precisou não acontecer no tempo certo para meu filho se revelar para mim o que sempre foi, desde o meu útero, desde a sua concepção.

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Como mãe, por mais que meu coração ficasse apertado quando os avós diziam “O Miguel não olha pra gente, não olha quando chamamos, não gosta de ser abraçado” eu achava que ele mudaria conforme fosse crescendo…Afinal comigo sempre foi tão carinhoso….
Mas com o atraso na fala, na comunicação verbal, o que era um medo tornou-se minha realidade.

E um universo azul me envolveu de maneira avassaladora. Uma onda que no início parecia não me deixar respirar. Noites sem dormir.
Noites chorando.
Era o diagnóstico de Autismo adentrando todas as células do meu corpo, todos os meus pensamentos, toda a minha vida.
Sim. O “para sempre ” dói, dói lá no fundo da alma, craquela o coração, te tira o chão, te tira o ar, te deixa sem direção.
Mas não havia e não há tempo a perder. E assim adotei a frase “chorar a noite para agir de dia “.
E assim segui.
Atípico
Bera
Neuroatípico
Estereotipia
Neurociência
Poda neural
Aba
Denver
E dezenas e dezenas de palavras que eu nunca havia ouvido passaram a fazer parte do meu vocabulário.

Dia 02 de setembro nasceu um novo relacionamento entre mãe e filho. Uma união e parceria indestrutíveis, uma sintonia de amor inabaláveis, uma cumplicidade abençoada.
E hoje após ser jogada nesse oceano azul começo a dar minhas primeiras braçadas, começo a respirar e a me ver como uma nova mãe para um filho que sempre existiu, que sempre esteve ali do meu lado, lindo e autista.

Um filho amado por mim e amado por tanta gente que passaram a compreendê-lo pelo meu olhar. Um filho que me faz explodir de orgulho a cada evolução, a cada mínima ação, a cada nova sílaba aprendida, a cada tchau e oi que ele acena para as pessoas, a cada sorriso.

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E que venham as primeiras palavrinhas e as primeiras frases meu amor.
Óbvio que a mamãe está ansiosa por esse momento e reza, roga a Deus e a Nossa Senhora que segurem sua mãozinha e mostrem o caminho para que a comunicação verbal chegue na sua vida para nunca mais ir embora.
Nem faço questão que a primeira palavra seja Mamãe.
Vou chorar de todo jeito mesmo….litros!! rsrsr

Agora a frase que adotei mudou:
“Na hora de Deus Amém, que essa terapia lhe faça bem”

E fará!!

Denise Rocha – Mãe atípica do Miguel

Lindo, inteligente, carinhoso e autista

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Escrito por

1 Comentário

1 Comentário

  1. Christiane

    14/01/2022 at 03:55

    Meu Deus 😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭

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