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Autismo e a falta de local especializado para acompanhamento

Pessoas dentro do espectro autista precisam de um local especializado para acompanhamento? Entenda como funciona no Brasil.

Até os anos 90, o cuidado a pessoas com autismo era realizado por instituições filantrópicas e hospitais psiquiátricos, o SUS não participava do cuidado. Em 2001, na Conferência Nacional de Saúde Mental, é implantado os Centros de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (CAPSIJ) com a função de atendimento às pessoas em sofrimento mental, psicóticos, autistas, usuários de álcool e outras substâncias, além de crianças e adolescentes com comprometimento psicossocial severo e persistente.

Paralelamente, algumas associações de pais de autistas foram se fortificando e desenvolvendo formas de assistência, buscando conhecimento em outras instituições fora do país.

Esse movimento foi percussor da lei 12.764 que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e reconhece pessoas com autismo como deficiente. Sugere diretrizes para o diagnóstico precoce, acesso a medicamentos e atendimento multiprofissional.

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Através da nova lei, em 2013 o Ministério da Saúde elabora as Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com TEA, e direciona o cuidado via reabilitação. Dois anos após a publicação das Diretrizes em 2015, o Ministério da Saúde lança a Linha de Cuidado para
a Atenção às Pessoas com Transtorno de Espectro do Autismo e suas Famílias na rede de Atenção Psicossocial do SUS
.

Atualmente, temos dois documentos lançados pelo Ministério da Saúde direcionados ao tratamento de pessoas com TEA. O primeiro para reabilitação através do Centro de Reabilitação (CER) e outro para o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Segundo o Diagnóstico de Saúde Mental (DSM-V 2014), O TEA é um Transtorno do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação e interação social, comportamento restrito e repetitivo, que varia do leve ao severo. Podendo apresentar alterações sensoriais e motoras, além de alterações no sistema vestibular, proprioceptivo e aversões alimentares.

Um diagnóstico complexo que, muitas vezes acompanhado de comorbidades como Epilepsia, TDAH e Distúrbios do Sono, afeta diretamente a família e a sociedade.

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Diante de todas as especificidades do diagnóstico é necessário atendimento multiprofissional especializado em local apropriado para atender a todas as áreas do desenvolvimento afetadas pelo TEA, que dê acolhimento as famílias e suporte a inclusão escolar.

Infelizmente só temos um serviço especializado que atenda pelo SUS no Estado de São Paulo, operadoras de planos de saúde também não possuem serviços especializados e encontramos esse tipo de atendimento apenas particular, que são inacessíveis financeiramente para a maioria da população.

Cleide C. Oliveira Março/2021
Enfermeira e Pesquisadora do TEA

Crédito da Imagem: Andreas Wohlfahrt baixada em Pexels

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