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Autismo, família, inclusão

A inclusão começa dentro da família e precisa ser aprendida.

O que é autismo? O que é família? O que é inclusão? Palavras que ganharam força nos dias atuais, mas será que ganhou o reconhecimento real?

O autismo está em alta.

Hoje se fala que a cada 50 crianças 01 é autista, mas o que o pessoal não vê é que junto a esse número também se encontram pai, mãe, irmão, e também os demais que irão cercar essa criança, como professores e terapeutas.

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A lista é grande e os números só sobem, o autismo envolve a todos não só a pessoa que tem o diagnóstico e é nesse ponto que entra a palavra mais complicada nesse contexto, defendida aos montes, mas, infelizmente, ainda uma utopia: inclusão.

Palavra com muita força em todo o seu contexto, e também só com muita força, dedicação e vontade férrea para fazê-la acontecer.

No autismo a inclusão começa em casa, mas muitos acham que essa é uma palavra apenas para o social, para o educacional e, para nossos autistas, infelizmente a inclusão não se concretiza nem em casa.

Vivemos uma época do perfeito, do inteligente, do esperto, onde se busca ser o melhor, e como ser aceito quando não se consegue se expressar direito, interagir e se comportar da forma que dita à sociedade?

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A inclusão, o respeito, a ajuda deve começar aos familiares para que eles possam compreender e aceitar a nova realidade, lidar com suas frustrações, sonhos e planejamento que fizeram ao esperar pelo filho (a).

Isso acontece, mas todos pensam apenas que tal força e compreensão vem como um passe de mágica ao se obter o diagnóstico, pensam que são super poderes que surgem do amor incondicional a um filho (a) e isso, infelizmente, não é real.

Todos pais precisam de suporte, aprender a nova realidade, e que compreendam que eles também estão sofrendo. Havendo ajuda, os pais se fortalecem, começam a ver novas possibilidades para realizarem o que planejaram, um pouco mais devagar, mas com  novas perspectivas, e voltam a sonhar.

No mês de abril é comemorado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo.

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Que este período, o Abril Azul, seja sempre um lembrete de que o autismo não é o fim, é apenas um começo e, quando a família está estruturada, encontra seu caminho junto à inclusão interna e externa. Mostra que o autista pode e deve ser incluído e respeitado do jeito que é. Ninguém é igual, todos tem suas particularidades, mas o amor, respeito e dignidade fazem a sociedade vencer preconceitos.

Gosto muito de uma passagem que diz: “Combati o bom combate, terminei a jornada, mantive a minha fé”. Acho que ela define tudo o que vivemos, combater dia a dia de cabeça erguida, seguir a jornada sempre em frente, tendo vitórias ou não, mas sempre mantendo a nossa fé, podemos fazer o melhor, podemos superar a incerteza. Aquele sorriso de muito obrigada, mesmo sem som, e aquele olhar mostrando o quanto somos especiais na vida daquele filho, nos dá a certeza de que podemos ir muito além.

Tudo isto aprendi com meu filho, Eros Micael, autista. 

Emanoele Freitas é fundadora e presidente da AAPA – Associação de Apoio à Pessoa Autista. Especializada em transtornos do neurodesenvolvimento e psicopatologia. É psicanalista e psicoterapeuta especializada em análise do comportamento aplicada. Autora dos livros “Mediação escolar recriando a arte de ensinar” e “Transtornos do neurodesenvolvimento, conhecimento, planejamento inclusão real”, publicados pela editora wak.

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