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Crianças com Transtorno do Espectro do Autismo na educação infantil

A comunicação alternativa pode ser uma excelente aliada no aprendizado das crianças. Saiba mais!

Todas as crianças tem direito à educação e uma educação na perspectiva inclusiva.

Crianças com Transtorno do Espectro do Autismo apresentam algumas singularidades que envolvem: dificuldades de linguagem, interação social e interesses restritos. Algumas crianças oralizam e outras não.

Atividades realizadas com comunicação alternativa podem contribuir significativamente para o aprendizado e desenvolvimento da criança. Essas atividades podem ser apresentadas a todos os demais coleguinhas de modo a favorecer a interação social entre as crianças.

É importante não deixar de dialogar com a criança e investir em seu potencial. Sempre ter clareza e objetividade naquilo que deseja apresentar, bem como daquilo que espera dela como resposta. Frases longas demais e dúbias atrapalham à compreensão da criança.

Promover a participação da criança nas diversas atividades junto com os colegas é fundamental para que ela desenvolva sua capacidade de socialização. Contudo, é necessário respeitar suas singularidades, suas escolhas, entendendo que cada criança é uma criança diferente e que o diagnóstico de TEA não a define.

Faixa etária: 2 a 5 anos

Comunicação alternativa é sempre um ótimo recurso para que as crianças relacionem imagem, palavra, som e o objeto a ser conhecido e trabalhado. As imagens podem ser impressas por softwares específicos de comunicação alternativa, mas também podem ser construídas por meio de fotografias ou recortadas de revistas. É importante que abaixo da imagem esteja a palavra escrita. Essa ficha de comunicação deve sempre ser trabalhada em conjunto com o objeto concreto e no ambiente natural. É importante que o som seja trabalhado. Na educação inclusiva os demais coleguinhas também poderão participar das atividades trocando as fichas junto com o coleguinha com autismo.

Faixa etária: 2 a 5 anos

Prever as atividades do dia é muito importante para que a ansiedade da criança possa ser trabalhada de forma saudável, diminuindo seu estresse. Por meio de softwares de comunicação alternativa ou de fotos do próprio ambiente escolar é possível criar uma agenda. Logo no início da aula, junto com a turma toda, as imagens são apresentadas. E a cada vez que uma nova atividade for iniciada, a agenda deve ser apresentada para a criança e seus colegas.

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Faixa etária: 4 a 5 anos

As expressões faciais referentes aos sentimentos costumam ser de difícil compreensão para crianças com autismo. Colocar a mãozinha da criança no rosto de um coleguinha que faz a expressão de contente ou triste, no rosto da própria professora é uma maneira de promover a percepção da criança. O uso de imagens também auxilia na construção desta importante aprendizagem.

Faixa etária: 2 a 5 anos

É importante manter um diálogo com a criança desde sua tenra idade. Saber o que ela deseja. Havendo dificuldades na oralização da criança, uma prancha com várias possibilidades de escolha podem ajudá-la a se expressar e comunicar seu desejo. O professor deve apresentar à criança e pedir a ela que aponte o que deseja. Também o próprio professor poderá apontar e perguntar à criança se é essa a sua escolha.

Faixa etária: 3 a 5 anos

Crianças com autismo costumam ter alguns interesses bem peculiares. Trabalhar com os eixos de interesse das crianças é fundamental para sua aprendizagem e desenvolvimento. A partir de um tema específico a professora pode elaborar junto com seus alunos um projeto a ser desenvolvimento. Se a criança se interessar, por exemplo, sobre dinossauros, em um grupo com mais 2 ou 3 coleguinhas poderá aprender: história, linguagem, geografia, matemática, semelhanças, diferenças, arte e muito mais.

Sílvia Ester Orrú é Doutora em Educação. Coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Aprendizagem e Inclusão (LEPAI). Autora dos livros Autismo – o que os pais devem saber”, “Autismo, Linguagem e Educação, “Estudantes com necessidades especiais” e “Para além da educação especial”, publicados pela Wak Editora

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