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Depoimento de uma autista

Michele é uma autista adulta e compartilha com a gente um pouco do seu conhecimento.

Oi, sou Michele Cristina, tenho 24 anos e sou autista.

O AUTISMO

O autismo entrou na minha vida – e na vida do seu filho – desde o nascimento.

No entanto, ele começa a dar sinais por volta de um ano de idade. Tem mães que percebem fácil, outras tem mais dificuldade.

SINAIS DE AUTISMO

Alguns dos sinais do autismo é não olhar nos olhos, relacionamento interpessoal afetado, riso inapropriado, frieza emocional, poucas demonstrações de dor, gosta de brincar sempre com o mesmo brinquedo, mais nem toda criança pode ter todos esses sintomas – ou mesmo apresentar outros.

O QUE É AUTISMO?

Transtorno de desenvolvimento grave que prejudica a capacidade de se comunicar e interagir, lembrando que nem toda criança autista tem essas dificuldade.

GRAUS DE AUTISMO

O autismo tem três nível que vão do mais leve ao severo.

No autismo leve a pessoa tem poucos sinais e consegue ter uma vida até normal.

No grau moderado, que é o meu caso, ele tem mais dificuldade de relacionamento, dificuldade para comer e muitas outras coisas. Mas, com tratamento, pode ter uma vida normal também.

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O grau severo requer uma atenção muito maior porque ele tem muita dificuldade e precisa ser vigiado o dia todo, no entanto, nada que o amor e as terapias não ajudem.

TRATAMENTOS

O tratamento para o autismo é feito com muitas terapias: fono, terapia comportamental, terapia ocupacional, musicoterapia, tem também a terapia com natação, psicóloga, e todas ajudam muito o desenvolvimento da criança ou do adolescente.

ACEITAÇÃO

A aceitação no começo pode ser difícil para algumas mamães.

É muito difícil saber que seu filho tem uma deficiência. Você tem sonhos e, quando descobre o autismo, parece que desaba tudo e todas esperança acabam e ai você entra no luto pré- diagnóstico.

Isso é normal, quase todas as mãe tem esse luto. É preciso passa por ele. Além disso haverá também a busca da aceitação na sociedade, mas você é forte e luta para essa aceitação. Acredito em você.

Arquivo pessoal: Michele Cristina

ESTERIÓTIPOS

O que pode parecer sem sentido para as pessoas neurotípicas (que não possuem transtornos) é um comportamento que faz parte da vida no espectro autista. São as chamadas “estereotipias “. Este é o termo médico para ações repetitivas, postura ou fala.

As estereotipias costumam acontecer em situações que o autista se sente bombardeado por estímulos, e as ações repetitivas ajudam a pessoa a se organizar internamente e processar tudo o que está sentindo.

Há relatos de pacientes com TEA que entendem a estereotipia como algo prazeroso que ajuda a acalmar, se concentrar e aliviar a ansiedade.

O AUTISMO EM MINHA VIDA

O autismo na minha vida posso dizer que foi bem difícil.

A aceitação foi bem complicada na minha vida, pois meus pais não sabiam o que era autismo e acabei sofrendo por isso.

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Na escola era muito difícil aprender e me relacionar com outras crianças, era muito frustrante para mim não conseguir. Pensava “o que tem de errado comigo?”

Sofri muito preconceito, muito mesmo! As crianças não me aceitavam e os professores me deixavam de lado. Minhas estereotipias incomodavam muito as pessoas.

Cresci e entrei no mundo da depressão. Eu fiquei muito triste por não saber o que eu tinha, só sabia que tinha algo de errado.

Aos 19 anos decidi ir atrás do meu diagnóstico, cheguei na ubs falando que precisava muito de ajuda e que eu queria me matar. Logo chegaram muitas pessoa e me disseram que sabiam que eu era autista, mas que meus pais não tinham aceitado muito bem.

E foi a partir daí que comecei a me tratar e, agora, ajudo outras pessoas a se aceitar também.

Michele Cristina – Instagram: @michelecristinareis

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2 Comentários

2 Comments

  1. keila

    24/03/2021 at 06:47

    Estou amando esse blog!!!

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