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O chapéu

Um menino com seu chapéu não quer guerra com ninguém

Meu filho agora começou a gostar de usar bonés, chapéus, tocas e outros enfeites na cabeça. Isso sem precisar de nenhum estímulo como “coloca na cabeça, filho”, “olha como fica bonito”. Ele simplesmente vai lá, escolhe um que acha mais legal e pronto, coloca e sai desfilando.

Fico cheia de orgulho!

É claro, eu sei, a maioria vai dizer: “mas ele é um menino de três anos, é natural fazer isso”.

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Pois é, minha gente, mas, há quatro meses, se eu tentasse colocar qualquer enfeite em sua cabeça, por mais leve e delicado que fosse, eu o deixava completamente desregulado. Nem mesmo as toucas das roupas ele aceitava. Era um desespero, como seu tivesse acabado de colocar uma pedra imensa e pesada que ele precisava jogar longe o mais rápido possível. Coisa de começar a chorar e gritar mesmo.

Fazer carinho na cabeça do meu filho não era algo permitido e causava crises nervosas que poderiam durar horas. Hoje ele até pede cafuné.

O pentear o cabelo ainda não está exatamente perfeito, mas pelo menos não é mais uma guerra como antes e até consigo arriscar cortar um pouco mais quando fica muito comprido e começa a cobrir os olhos (antes só de olhar a tesoura ele já corria).

E como a gente comemora cada vitória! Vale mais do que qualquer final de copa do mundo.

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Talvez as pessoas que convivem com crianças neurotípicas nunca entendam essa sensação, mas meu coração falta explodir de felicidade quando ele vem me abraçar porque quer (sem ser solicitado) ou quando se deita no meu colo em busca de carinho. Mesmo que dure apenas alguns segundos, ainda assim eu valorizo, pois sei o quanto ele também lutou consigo para se permitir todo aquele contato.

Começo a ver meu pequeno autista se moldando em uma criança carinhosa (também um pouco estabanado) e alguém dono de um estilo muito único. Ele escolhe as peças que vai usar com grande atenção.

E é por isso que algo tão simples quanto escolher um chapéu para ir a sua terapia e passar horas usando sem se incomodar é tão maravilhoso para mim. Eu compraria uma chapelaria inteira para ele se pudesse.

O autismo vai acompanhá-lo para sempre, eu sei. Mas a determinação em aprender sempre mais e mais também estará lá. E será através dela que ele vai continuar segurando a minha mão e me pedindo cafunés espontâneos. Para mim, essa certeza basta!

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Escrito por

Mãe atípica e editora chefe do blog.

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