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Primeiras palavras

Paciência e evolução: as duas palavras precisam se respeitar para existir.

As primeiras palavras

Como a gente sonha com esse momento!! 

Todo pai e mãe de autista já se pegou imaginando como será a voz de seu filho, qual será a primeira palavra que será dita, quanto tempo ele vai levar para evoluir…. 

Mas quem vive essa realidade atípica também aprende que a palavra paciência é mais do que necessária, ela praticamente manda na nossa vida. 

Por mais que seja lindo imaginar o quanto a questão oral pode ajudar nossos filhos em suas evoluções, precisamos acrescentar a essa equação a necessidade de respeitar o tempo de aprendizagem e desenvolvimento deles. Isso, é claro, considerando que estão recebendo o atendimento necessário com uma (um) boa (bom) fono para isso. 

Meu filho, mês passado, deu início a suas primeiras palavras.  

Foi do nada, de mansinho, com uma comemoração inesperada imitando um simples Uhu!  

Elas chegaram praticamente junto de seus três anos de vida.  

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Isso significa que ele saiu falando como uma criança de três anos deveria falar? É claro que não. Tudo está indo bem devagar, cada palavrinha se encaixando aos poucos, todas bem soltas, sem frases… 

E sabe o que eu penso sobre isso? 

Estou babando arco-íris de tanto amor!!!  

Sim, cada novo som que ele emite, cada tentativa que não funciona em um primeiro momento, cada conversa que parece ser em russo (não dá para entender absolutamente nada, mas fica claro que está tentando me avisar de alguma coisa), tudo isso é tão maravilhoso que não tem como não ficar apaixonada por todo esforço. 

Quando alguém pergunta: então ele já está falando? Minha resposta é não.  

Ele ainda está longe de falar de fato. Por enquanto ainda estamos no processo de repetir palavras que escuta e replicar uma vez que começam a fazer sentido para ele, mas meu filho ainda não consegue me responder uma pergunta ou formular frases.  

Vamos dizer que ele está falando como um bebê que está próximo de um ano de idade.  

E, mais uma vez, sou grata demais por termos chegado até aqui.  

Antes de entender o mundo do autismo, tudo que eu mais queria era ver meu filho falando pelos cotovelos e ficava triste por perceber que ele não conseguia se comunicar como as crianças da mesma idade.  Hoje eu comemoro cada gritinho novo que ele dá, cada resmungo com um som diferente, pois sei que esses são pequenos sinais de uma evolução monstruosa.  

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Ainda estou em processo de desenvolver a minha paciência – sempre fui ansiosa demais – mas, pelo menos, aprendi a ser muito mais grata pelas pequenas coisas. 

Meu anjo continua tentando bater as asas. Aos poucos elas estão ficando mais encorpadas e ganhando forças. Logo ele vai aprender a voar! 

Voa, meu amor!! 

Escrito por

Mãe atípica e editora chefe do blog.

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