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Quando é a hora de pedir ajuda…

O TEA e suas dúvidas

Quando eu percebi que ele era diferente das outras crianças me surgiram dúvidas e sentimentos que poderiam me ajudar a entender melhor o que estava acontecendo.

Ele não me olhava nos olhos quando eu estava amamentando, mas em outros momentos ele interagia comigo.

O tempo foi passando, ele crescendo e tudo parecia normal. No entanto, quando completou 2 anos, algumas coisas chamaram minha atenção. Havia falta de interesse pela alimentação, o andar nas pontas dos pés, os barulhos que incomodavam, a falta de interesse por brinquedos e foco em dinossauros e animais em geral, e o que mais me preocupou foi a fala, tudo ele apontava, me levava com as mãos.

Outras características foram os movimentos com as mãos (FLAP), movimento com os braços quando a criança está feliz , eufórica ou nervosa, e alguns balbucios que foram me levando a perceber que sim, ele é diferente.

O movimento Flap é aquele movimento que a criança autista faz ao levantar os braços e balançar as mãos, é um movimento estereotipado. Para muitos autistas, principalmente os não-verbais, os movimentos estereotipados são uma maneira de se comunicar, seja quando estão alegres, tristes, bravos ou eufóricos.

Em uma consulta com uma pediatra a mesma levantou a possibilidade de ele ter TEA, aí veio a primeira pergunta: O que seria TEA? E descobri que se tratava do Transtorno do Espectro Autista.

E a segunda pergunta veio logo em seguida: será que preciso de ajuda?

Sim esse é o momento de pedir ajuda, de procurar um Neurologista Pediátrico e passar suas dúvidas, angústias e preocupações.

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Quanto mais cedo percebermos as dificuldades que nos levam a pensar na possibilidade da criança estar dentro do Espectro Autista, mais tempo ela terá de ser cuidada por profissionais qualificados.

O diagnóstico não é fácil para a família, mas precisamos estar abertos às mudanças, a uma nova etapa que será rodeada de aprendizado e convivência com dificuldades e descobertas de um mundo tão diferente. Esse mundo nos leva a conhecer um amor tão lindo. Posso garantir, como mãe de uma criança autista, que temos muitos momentos dolorosos, crises, noites sem dormir, preconceitos (que é a parte mais dolorida), mas aprendemos com eles um amor verdadeiro e puro.

Crédito da imagem: Foto de Allan Mas no Pexels

Mãe atípica e fundadora do Projeto Dino.

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