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Sob controle

Você é daquelas ou daqueles que quer ter o controle de tudo?

Aprendi muitas coisas nos últimos anos. Muitas mesmo! Mas se tem uma que tem sido bem difícil é aprender a abrir mão do controle.

Estou acostumada na minha vida a ter planos a serem concretizados. Eu faço agendas e me organizo para que cada ano eu possa saber exatamente o que fazer, quando fazer e como fazer. É, parece maluco, mas isso sempre me garantiu segurança. Era a melhor forma da minha cabeça ansiosa trabalhar.

Fiz isso até para a minha gravidez.

Quando eu e meu marido nos casamos, planejamos ter um filho no ano de 2018 (para você ter uma ideia, estávamos em 2013).

Ou seja, quando chegamos em 2017 eu me organizei para ir na metade do ano à ginecologista e fazer todos os exames necessários para me preparar. Queria ter uma gravidez tranquila e saudável.

Me organizei para ficar grávida em outubro porque seria bem próximo da finalização do meu curso na faculdade e eu poderia ficar mais tranquila, sem correria.

A gineco riu um pouco da minha cara quando eu disse isso. Ela me alertou que eu deveria reduzir os meus planejamentos, já que a maioria das mulheres da minha idade não engravidavam tão fácil e precisavam trabalhar a ansiedade. O que ela não sabia é que era justamente assim que eu trabalhava minha ansiedade. Tudo planejadinho não me deixava roendo as unhas.

Como eu já imaginava, engravidei na primeira tentativa, exatamente no mês que queria. Tudo havia saído conforme os planos mais uma vez.

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Nem preciso dizer que a médica só acreditou mesmo quando viu o resultado do exame e fez o meu primeiro ultrassom. Ela ficou de fato de boca aberta.

Teimosa como sou e tendo uma gravidez super tranquila como queria (sem enjoos, sem dores, apenas uma barriga imensa crescendo todos os dias), trabalhei até uma semana antes do meu filho nascer, pois queria aproveitar o máximo que desse a licença maternidade (acho um absurdo apenas quatro meses com o bebê).

Carregava aquela barriga enorme pelos ônibus, trens e caminhadas da vida.

E tudo seguia esse ritmo tranquilo e previsível até o Luigi vir ao mundo.

Do momento do parto em diante tudo mudou de verdade.

Além das inseguranças e mudanças naturais que vem com a maternidade – não façam planos para os seus filhos, bebês são naturalmente imprevisíveis – meu filho ainda recebeu o diagnóstico de autismo.

A partir daí minhas agendas, planejamentos, ideias, tudo começou a parecer apenas bobagens e perdas de tempo.

Estou tendo que aprender a navegar sem usar os remos, tendo apenas a missão de me manter em pé e aproveitar o curso das boas marés. Na verdade, atualmente me sinto muito mais em uma prancha de surfe do que em um barco e tenho tomado vários caldos das ondas chamadas vida.

Esse momento pandêmico que estamos vivendo reforçou ainda mais esse sentimento e me deixou claro que preciso mesmo aprender a esquecer um pouco das regras e planejamentos de vez em quando (alô crises de ansiedade e roeção de unhas, eu ainda dou conta de vocês!).

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Talvez essa seja a minha maior lição de vida. E ainda tenho muito para crescer nesse sentido.

Aparentemente a vida não foi feita para estar totalmente sob controle.

Escrito por

Mãe atípica e editora chefe do blog.

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