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Sobre o mês de conscientização do autismo

Esse mês falamos sobre a conscientização do autismo, mas a verdade é que esse tema precisa ser debatido todos os dias

Obs: Texto criado para postagem no Instagram do Projeto Dino

O diagnóstico de um filho dói? É claro que dói. A gente não espera. Ficamos perdidos, pensando no que pode ter causado aquilo, procurando os culpados, tentando entender por que com a gente, qual o motivo de sermos “os escolhidos” …

Mas sabe o que mais deve doer? Nascer.

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Sim, imagina você vivendo em sua bolha quentinha, protegida, com aquele sentimento gostoso de acolhimento, o alimento chegando até você sem nenhuma dificuldade: o mundo perfeito. De repente, não dá mais para ficar ali. De um jeito ou de outro você é expulso de seu mundo e é jogado em outro. Tem muita luz, tem muito barulho, mãos que aparecem te segurando do nada, tudo é confuso… dá medo, você chora (grita na verdade), tenta se rebelar, mas não tem jeito, aquela é sua nova realidade.

Sabe o que a gente faz nesse momento? Começa aos poucos a se adequar. A gente passa a entender como esse novo mundo funciona, procura meios de avisar quando estamos com fome, quando queremos atenção e, acredite, somos muito bons nisso. Nossos instintos não falham. Desse jeito crescemos, nos preparamos para o futuro.

Quando um filho nosso recebe o diagnóstico de autismo, algo parecido acontece. Ficamos irritados, choramos, queremos voltar para aquele lugar de conforto onde estávamos antes, mas não dá mais, essa é a nossa nova realidade.

O que fazemos? Aprendemos!! Aprendemos todos os dias. Aprendemos, agora, não apenas pela nossa sobrevivência, mas pela deles também. Encontramos forças onde nem sabíamos que existia e encaramos dias de terapias intermináveis, crises dolorosas tanto físicas quanto emocionais, comentários maldosos, críticas de quem não entende o que estamos enfrentando…

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E isso não nos impede de crescer ainda mais, cada dia um pouco. Cada um deles tem seu próprio jeito, cada um deles nos ensina algo diferente, cada um tem um coração maravilhoso e demonstra amor da sua forma. Todos são incríveis e nos mostram que estão muito além dos preconceitos antigos que insistem em usar.

Somos mães de autistas. Somos famílias atípicas. Não queremos vitimismo (eles não são coitadinhos), queremos respeito acima de tudo. Queremos parar de ser julgados quando nossos filhos entram em crise no meio de um mercado, ou quando precisamos usar o atendimento preferencial, pois eles não sabem lidar com a espera. Queremos que as escolas fiquem preparadas para atendê-los, que especializem seus professores. Queremos que os governantes olhem para eles e entendam de uma vez por todas que, quanto mais cedo as intervenções começarem, mais qualidade de vida essas crianças terão.

O apelo é esse. Que não fique apenas na comemoração dessa data. Vá além. Torne esse mundo mais inclusivo de forma ampla, funcional…Não adianta ser apenas da boca para fora, apenas um em dia do ano…Nossos filhos merecem muito mais do que isso.

Tente conhecê-los de verdade. Duvido você não se apaixonar profundamente. E garanto, é um amor sem volta!

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Escrito por

Mãe atípica e editora chefe do blog.

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