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Visitando aquários

Conheça a história do primeiro passeio feliz do nosso filho autista!

Quando meu filho tinha por volta de 1 ano e 2 meses, costumávamos sair para passear um pouco com ele: mostrar o mundo, como dizem por aí. No entanto, a situação acabava sempre parecendo mais uma sessão de tortura do que um momento de lazer.

Ele chorava do inicio ao fim (sem pausas) sempre que estava fora de casa. Nada o consolava, nada parecia divertido, era como se ele odiasse cada pequeno gesto de todo nosso esforço.

Uma vez o levamos a um parque e sequer ele quis caminhar. Tudo o incomodava, as pessoas falando com ele, crianças que se aproximavam, a grama, os sons, os cheiros…

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Toda volta para casa era um pedaço do nosso coração que tinha se quebrado no caminho.

Aos poucos fomos pegando receio de sair. Era assustadora a ideia de passar por todo aquele estresse sempre, de forma que, quando a pandemia se instalou e tivemos que ficar dentro de casa, quase nem sentimos a diferença. Já estávamos isolados há muito mais tempo do que isso.

O tempo passou, as terapias vieram e ele mostrou avanços maravilhosos.

Recentemente pensamos bastante, analisamos questões internas e externas e, por fim, decidimos arriscar novamente. Tinha se passado praticamente dois anos desde a nossa última tentativa.

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O lugar escolhido foi o Aquário de São Paulo (principalmente por causa do hiperfoco que ele tem com vida marinha).

Confesso que meu coração estava apertado. Dava medo de colocar ele para um passeio sem ter certeza se teríamos que enfrentar novamente uma crise. Não dava nem para ter uma ideia do que aconteceria. Era uma novidade para todos nós.

Primeiro tivemos que enfrentar uma corrida de carro de mais ou menos 50 minutos. Quem viveu as primeiras experiências com ele sabe que seu máximo de tempo de espera dentro de um veículo costumava ser 20 minutos, depois disso já começava a gritaria.

Pois ele não apenas aguentou a viagem inteira como cantarolou várias músicas sempre que começava a ficar entediado com o caminho. Eu estava em uma mistura mágica de chorar de emoção e cantar junto com ele.

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Quando chegamos, ele seguiu as regras de esperar para entrar e cumprimentar as pessoas da recepção (Aliás, Aquário de São Paulo, vocês estão de parabéns! A mulher que nos recepcionou foi incrivelmente compreensiva com o autismo e tratou o nosso filho com todo respeito e carinho.)

No entanto, foi o encanto dele com todos aqueles peixes que me quebrou de emoção de vez. Ele corria de um aquário para o outro super feliz, falando sobre os bichinhos que estava vendo e completamente maravilhado com tudo que estava acontecendo.

Passamos por várias lojinhas e ele não tentou pegar nada para ele. Entendeu muito bem quando dissemos que aqueles brinquedos pertenciam a outra pessoa e que não era nosso.

Acabou sendo um passeio agradável, feliz, cheio de boas lembranças, deixando aquele passado assustador de vez para trás.

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O que eu tiro disso é: confie em seus filhos. Eles também estão lutando para entender tudo que acontece com eles e, com certeza, com boas oportunidades lindas memórias se formarão.

Beijos a todos!

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Escrito por

Mãe atípica e editora chefe do blog.

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